domingo, 25 de setembro de 2011

Futebol clássico















Ontem, por motivos bem maiores que qualquer banal jogou de futebol não pude ver o Porto x Benfica. Fiquei contente com o seu resultado e por saber que os macacos do costume resolveram não transformar um jogo de futebol numa partida de golfe. No entanto hoje o meu Sporting voltou a brilhar. Voltou a mostrar uma magia e uma alegria a jogar futebol que não via à muito. Já não me lembrava da ultima vez que sorria durante um jogo sem ser com golos e hoje, ao contrário de tantos jogos passados sorria enquanto o Sporting construía jogadas e empolgava bancadas. Há muito que não ouvia o estádio de Alvalade a puxar tanto pela a equipa e a gritar "Sporting" de pulmões abertos. O futebol praticado hoje pelo Sporting voltou-me a conquistar e fez-me ficar completamente vidrado no jogo e o Vitória também tem uma quota parte de responsabilidade nisto. Foi a Alvalade, jogar um futebol positivo, um futebol de ataque e sempre em busca do golo. E isso é de louvar quando se tem a perfeita noção que uma equipa como o Vitória dificilmente consegue manter um ritmo de jogo alto durante os 90' minutos.
Neste jogo o Sporting provou que não parou no tempo e que começa a reconquistar o tempo perdido nos últimos anos. Jogadores como Elias, Capel, Ricky Van Wolfswinkel, Rinaudo...vieram trazer a uma equipa moribunda uma qualidade de jogou brilhante e um futebol que há muito tempo não se via no Sporting. Hoje é possível ver um jogo equilibrado, transições rápidas, jogadas inteligentes e individualidades a espalharem magia. O brilho do Sporting voltou a a minha alegria para acompanhar a equipa também.

domingo, 18 de setembro de 2011

Estarei a dormir?

Apenas ontem tive conhecimento do buraco financeiro da Madeira que afinal já não é um buraco, é antes uma cratera.
É uma vergonha tamanha omissão sendo igualmente grave o endividamento sucessivo para fazer "obras" para as quais não existe dinheiro.
Mas fico espantado com a hipocrisia dos partidos da AR e até com o próprio Governo quando se mostram na praça pública como umas virgens ofendidas. Alguém terá de lhes lembrar que fizeram o mesmo aqui no Continente e foi por isso que estamos a ser governados pelo FMI. E também o Banco de Portugal e o Tribunal de Contas deveriam lembrar-se que é seu trabalho fiscalizar as contas para não acontecer o que acabou por acontecer. A situação é grave sim, mas em Portugal existe sempre o dom de transformar qualquer discussão em que poderia resultar em algo para nos lembrarmos de não repetir mais tarde em mesquinhas guerras políticas. E em guerras políticas está o Presidente do Governo Regional da Madeira muito experimentado e vai virar toda esta onda de criticas de que é alvo a seu favor e irá acabar por ser eleito de novo em Outubro. Na minha opinião para que não estivesse uma pessoa 36 anos no poder deveria impor-se uma limitação de mandatos sucessivos até para bem da democracia. E também porque neste caso Jardim demonstra claras limitações mentais. Espero que em Outubro seja o fim de um ciclo na Madeira para bem de todo o País e faço figas que as consequências das fraudes descobertas não tenham consequências demasiado gravosas.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Geração do Nada

Engraçado como consegui transportar parte do nome do blogue para o título desta mensagem. Mas para o que pretendo transmitir tanto serve ter como nome a Geração do Nada ou a Geração de Tudo, o objectivo acaba por ser o mesmo. Ontem enquanto via o "5 para a Meia Noite" (dos melhores programas que se fizeram na televisão portuguesa em muitos anos), no segmento das entrevistas lá introduziram a conversa da crise e tocaram num ponto que já me tinha passado pela cabeça mas que a poucas pessoas o expus. Denominaram a minha/nossa geração de "Geração à Rasca" devido às dificuldades em encontrar emprego, ao emprego precário que se encontra e às más condições de trabalho. Para isto tenho uma palavra: Aguentem. O mundo evoluiu e com ele todas as condicionantes em redor do mercado de trabalho. O tempo do emprego de sonho e do emprego para a vida inteira acabou! Agora têm trabalho e se cá não o encontram na vossa área, mexam os cordelinhos e vão para um país que vos acolha e que necessite das vossas qualidades. Se não conseguirem arranjem um trabalho, algo que não seja da vossa área mas que vos ofereça uma vida condigna. Parece-me importante frisar este tema já gasto para o que pretendo realmente tratar. Este trabalho que consigam arranjar, torna-se na grande maioria dos casos, o objectivo no qual centra-mos esforços para irmos evoluindo, progredindo na carreira (talvez) e com isso ganhar um salário melhorzinho e consequentemente uma melhor qualidade de vida. Mas isto é um objectivo individual, de cada um de nós, e não duvido que cada um tenha o seu, seja ele melhor ou pior, conforme a mente de cada um. Parece-me é que falta algo, algo que as gerações anteriores à nossas tinham e que nós não temos. Em grande parte, não por culpa nossa mas por culpa de quem nos rege. Um Governo que não faz mais do que anunciar mais impostos ao país não é Governo, um Governo que não faz mais que preocupar-se com as Finanças não é Governo! Acredito que seja necessário toda esta preocupação em redor das Finanças do Estado que há muito estavam não degradadas mas putrefactas e que seja tempo também de por as pessoas a pagar um valor justo pelo que consomem, sejam bens ou serviços. Mas volto a frisar que as responsabilidades de um Governo não é apenas as Finanças.
Que é feito da Economia? Da Agricultura? Das Pescas? Da Industria? Que é feito da base da construção de um Estado? Podem-me dizer que não temos nada disto, que a agricultura, a pesca e a indústria estão nas ruas da amargura. Mas a verdade é que já tivemos. Nesse horrível tempo anterior ao 25 de Abril de 74 já tivemos isto tudo. A realidade de agora é que já pouco temos. Não ponho em causa a revolução nem quem a orquestrou mas a verdade é que não souberam manter o que de bom foi feito no nosso país nesses anos negros. E a verdade é que nesses anos negros, quando o descontentamento com o regime foi maior o povo português tinha um objectivo comum, tinha algo que pretendia alcançar e conseguiu-o. A nossa actual geração não tem. Os ricos estão bem ricos, os pobres pouca possibilidade têm de sair da pobreza e resignam-se à sua situação, e pelo meio os que não são ricos nem pobres levam com as balas todas para sustentar o nosso país. Já perceberam a referência ao título? Somos ao mesmo tempo a Geração dos que têm tudo e dos que nada têm...Somos uma geração resignada ao que nos vão impondo e é contra isso que um Governo devia lutar. Devia ter a responsabilidade de motivar todo um povo que se limita a ouvir e que não age nem reage. Deveria-mos agora, mais do que nunca, ter um Governo que incutisse no espírito das gerações mais jovens um objectivo comum, algo que se identifique com as pessoas e que acreditem que valha a pena lutar por isso.
A geração dos nossos avós lutou pela liberdade. Nós porque não temos objectivos? Porque não lutamos por algo?

Milésima Tentativa

Depois de diversas tentativas (falhadas por culpa própria), vou tentar aventurar-me no mundo dos blogues mais uma vez.
Procurando dar um pouco de atenção a tudo o que nos rodeia e sempre que tenha disponibilidade irei redigir aqui o que me vai na mente e da forma que achar mais apropriada.

Vamos ver como isto corre e se não acaba no esquecimento (outra vez).