Concluida a greve geral sinto a necessidade de fazer algumas observações:
1º: Não concordo com o formato das greves em Portugal.
Neste país uma central sindical espirra cá para fora uma intenção de greve e vem logo tudo atrás, é partídos politicos, é piquetes de greve, enfim...é uma festa quase.
As centrais sindicais neste país tem de deixar de servir de grupos de interesses dos partídos politicos. Desde sempre é isso que se tem visto e terá de acabar um dia (espero eu). Só nesse dia é que vou ver com bons olhos a sua existência, até lá tudo o que disserem para mim terá pouco significado.
Depois tenho em mim a ideia que ao regime especial que têm os militares e as forças de segurança, também os transportes públicos deveriam ter um regime especial no que toca ao seu direito à greve. O sector dos transportes deve ser aquele que mais contacto tem com a população no seu dia-a-dia e ao paralisar transportes muita gente faz greve forçada (o meu caso) quando não o quer fazer. E a verdade é que quando nem serviços mínimos se respeita ninguém que deles depende vai arriscar a sair de casa. E nisto se vê como são coitados, não respeitaram serviços mínimos, vão ser despedidos? Claro que não, ora essa, estavam a exercer o seu direito à greve.
Considero também que não era uma má ideia adoptar o modelo de greves alemão em que as revindicações dos grevistas seriam avaliadas por um tribunal que aceitava ou rejeitava o pedido de greve. Os tribunais são um orgão independente e imparcial, para além de que são funcionários públicos como a maioria dos que hoje protestaram. Estão com medo do quê?
Aceito os piquetes de greve sabendo também que estão previstos na lei, mas o triste espectáculo que se viu nas imagens de televisão deixa-me a pensar qual a sua utilidade. Querem greve façam-na com alguma ética e moral, agora formarem piquetes que funcionam como um gangue que procura forçar quem não quer a fazer greve acho lamentável num Estado democrático. Formem um piquete e procedam à nomeação de um porta-voz que converse com quem não quer fazer greve. Se reconsiderar e se juntar aos grevistas muito bem, se quer continuar a trabalhar é deixá-lo seguir caminho sem alarido. Agora fazer o espectáculo que se vê e obrigar à intervenção policial é triste e algo que se vê num país terceiro-mundista.
2º:Ética numa manifestação.
Isto é algo que parece existir cada vez menos. Já estavam em frente à A.R. Estavam a manifestar-se livremente e como bem entendiam. Para quê dar o trabalho à policia de fazer o que não queriam e obrigá-los a carregar sobre os manifestantes? Além do mais quando aqueles mesmo agentes da autoridade que ali estavam de certeza que partilhavam da indignação que estavam a mostrar à sua frente. Enfim...Obrigaram um polícia a ir ao hospital e o mesmo sucedeu a outros sete manifestantes.
Acho que posso inserir também aqui que se deve fazer uma greve quando existe condições para tal, ou seja, quando temos condições para provocar um mínimo prejuízo à nossa economia. Tenho ideia que qualquer manifestante sabe que o que fez hoje não vai adiantar de nada tal como também me parece que sabem que a única coisa que mudaram foi o empurrar das contas do país mais para baixo (da mesma forma que empurraram as barreiras da A.R.) causando um prejuízo avaliado em cerca de 700 milhões de €. Longe estamos dos tempos que podíamos fazer estas brincadeiras, mas os mesmos que hoje defenderam mais direitos, esquecem-se que deviam ter deveres para com o país.
Espaço de exposição pessoal sobre um pouco de tudo. Tenha interesse ou nem por isso, procuro informar e ser informado.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
terça-feira, 8 de novembro de 2011
A Luz que Cega
Nos últimos tempos o nosso país tem estado num fórró completo. Acontece todos os anos quando é apresentado o Orçamento de Estado e este ano não podia ser excepção. Na Assembleia há grandes discussões sobre o dito cujo, na rua marcam-se greves atrás de greves (nunca hei de perceber a ideia de defender o trabalho não trabalhando, mas cada um sabe de si. Já agora, hoje em dia de greve de transportes, uma palavra de apreço pelos trabalhadores da Metro do Porto que numa carta da qual tive conhecimento no "Público" expuseram 8 razões para não fazer greve. Observaram e bem que o seu dever de transportar os milhares de cidadãos se sobrepõe a qualquer direito há greve. Pena que as corporações dos transportes de Lisboa, principalmente, ainda sejam dominadas por sindicalistas parados no tempo da convulsão de Abril de 74. Enfim...). Fechado o parêntesis resta-me assinalar que para além da A.R e da rua este Orçamento também é comentado por toda a parte pelos nossos maravilhosos políticos. Onde? Na Comunicação Social claro está! Nomeadamente pelo líder do P.S. e pelo Ministro do Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. O governo tem de começar a não deixar este Ministro falar em público, cada vez que abre a boca e procura formular frases é um ai jesus. Não se compreende como é que numa altura destas, este sujeito é capaz de, depois de José Seguro vir procurar negociar o corte dos subsídios na função pública (algo que o Ministro das Finanças disse que era inegociável), vem este alarve primeiro dizer que o Governo estava aberto para negociação e dois dias depois vir para a Comunicação Social dizer que afinal já não dá para negociar coisa nenhuma. Já não é a primeira vez que o Sr.Ministro faz isto e decerto que não será a ultima, uma vez que cada vez que lhe aparecem as câmaras de televisão à frente ele parece um veado encadeado pela luz. O homem quase que se espuma e rejubila por conseguir aparecer na Tv e ter os seus 15 minutos de fama ( infelizmente para nós já deve ir numas boas horas). Todos os governos tiveram a sua mascote, claramente Relvas perfila-se para acompanhar esta tendência. O problema é que na situação actual do País, os governantes mais do que ninguém têm de medir as suas palavras e quando não têm nada para dizer o melhor é mesmo não dizerem nada.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
O Culto da desinformação
Curiosa a notícia que à uns dias veio nos jornais afirmando que Portugal era o país que mais tinha evoluído em matéria de educação (finalizando o 12ºano) e que era visto como um exemplo além fronteiras (não sei até que ponto seja credível porque ser exemplo de um país de terceiro mundo do género do Niger não me trás nenhuma satisfação).
Ora bem, essa mesma noticia salienta que muito desse avanço se deve à custa da (re)abertura da escola para adultos e aos cursos profissionalizantes (aqueles que também dão jeito para entrar no superior pela porta de trás). Ponto 1: A escola para adultos é em grande parte frequentada por idosos, ou seja, uma fatia da população que já se encontra na reforma e muitas vezes já fora do tecido de população activa do país. Vantagem disso? Muito pouca, só mesmo dar a oportunidade a essas pessoas de terem uma oportunidade de acabar o que começaram e que por alguma razão ficou a meio. Ponto 2: Os cursos profissionais que neste país só servem mesmo para termos noticias deste género. Faz bem ao ego dos governantes verem Portugal a crescer nas estatísticas de uma maneira positiva em vez da já habitual penitência quando se vê Portugal na lista negra da OCDE. Já disse antes e volto a afirmar. A educação em Portugal está podre. Desde o Básico até ao Superior e só quem cá anda é que sabe a realidade. Anos de facilitismos instalaram-se no sistema educativo nacional e agora que se tenta mudar de rumo parece que os velhos hábitos são mais difíceis de mudar do que fazia parecer.
Como consequência temos um país que passa a máscara de ter uma população bastante educada quando não é verdade. Nem preocupação em acompanhar noticias actuais e que muitas vezes tocam a todos nós se nota. É de lamentar quando se vê um gráfico do Share televisivo e no topo se vê programas como a Casa dos Segredos ou as 500 telenovelas que passam a toda a hora nos 4 canais. Há novelas de madrugada, depois do noticiário da tarde e por fim em horário nobre depois do noticiário da noite. Está farto de novelas? Não se preocupe. Ainda tem a Casa dos Segredos, programas deprimentes de manhã em que pelas estrelas ou pelo tarot uma pessoa claramente com um curso superior em magia negra sabe a sua vida até ao fim. Não gosta disto? Tem ainda um que lhe paga as contas de casa se for para lá fazer figura de parvo. Está à espera de quê?
Se isto se passasse apenas num canal não era preocupante. O problema é que os 4 canais fazem fotocópias uns dos outros o que pouca margem de manobra deixa.
Era de esperar também que com a massificação dos computadores e Internet (obrigado Sócrates) a facilidade de encontrar informação tornasse as pessoas pelo menos mais curiosas pelo mundo que as rodeia mas não. Instalou-se um vírus do Facebook, Hi5, inúmeras redes sociais que mais parece um guião de telenovela pessoal que toda a gente tem. Grande parte dos utilizadores destas redes usa-as para exporem o seu dia-a-dia pessoal. Na minha infância o diário era de papel e seria algo do mais sagrado que existia. Por estes dias é o Facebook e todo o mundo pode ver. Não nego que não seja uma ferramenta útil, é bastante útil e dá-me bastante jeito, mas a ideia que pretendo fazer passar com isto é simples. Tivemos inúmeras oportunidades de com toda esta inovação tecnológica sermos um povo mais lúcido e culto e escolhemos quase sempre o caminho errado. Escolhemos as banalidades em vez do que realmente importava. Acredito que ainda podemos agarrar o comboio mas é bom que não seja muito tarde.
Ora bem, essa mesma noticia salienta que muito desse avanço se deve à custa da (re)abertura da escola para adultos e aos cursos profissionalizantes (aqueles que também dão jeito para entrar no superior pela porta de trás). Ponto 1: A escola para adultos é em grande parte frequentada por idosos, ou seja, uma fatia da população que já se encontra na reforma e muitas vezes já fora do tecido de população activa do país. Vantagem disso? Muito pouca, só mesmo dar a oportunidade a essas pessoas de terem uma oportunidade de acabar o que começaram e que por alguma razão ficou a meio. Ponto 2: Os cursos profissionais que neste país só servem mesmo para termos noticias deste género. Faz bem ao ego dos governantes verem Portugal a crescer nas estatísticas de uma maneira positiva em vez da já habitual penitência quando se vê Portugal na lista negra da OCDE. Já disse antes e volto a afirmar. A educação em Portugal está podre. Desde o Básico até ao Superior e só quem cá anda é que sabe a realidade. Anos de facilitismos instalaram-se no sistema educativo nacional e agora que se tenta mudar de rumo parece que os velhos hábitos são mais difíceis de mudar do que fazia parecer.
Como consequência temos um país que passa a máscara de ter uma população bastante educada quando não é verdade. Nem preocupação em acompanhar noticias actuais e que muitas vezes tocam a todos nós se nota. É de lamentar quando se vê um gráfico do Share televisivo e no topo se vê programas como a Casa dos Segredos ou as 500 telenovelas que passam a toda a hora nos 4 canais. Há novelas de madrugada, depois do noticiário da tarde e por fim em horário nobre depois do noticiário da noite. Está farto de novelas? Não se preocupe. Ainda tem a Casa dos Segredos, programas deprimentes de manhã em que pelas estrelas ou pelo tarot uma pessoa claramente com um curso superior em magia negra sabe a sua vida até ao fim. Não gosta disto? Tem ainda um que lhe paga as contas de casa se for para lá fazer figura de parvo. Está à espera de quê?
Se isto se passasse apenas num canal não era preocupante. O problema é que os 4 canais fazem fotocópias uns dos outros o que pouca margem de manobra deixa.
Era de esperar também que com a massificação dos computadores e Internet (obrigado Sócrates) a facilidade de encontrar informação tornasse as pessoas pelo menos mais curiosas pelo mundo que as rodeia mas não. Instalou-se um vírus do Facebook, Hi5, inúmeras redes sociais que mais parece um guião de telenovela pessoal que toda a gente tem. Grande parte dos utilizadores destas redes usa-as para exporem o seu dia-a-dia pessoal. Na minha infância o diário era de papel e seria algo do mais sagrado que existia. Por estes dias é o Facebook e todo o mundo pode ver. Não nego que não seja uma ferramenta útil, é bastante útil e dá-me bastante jeito, mas a ideia que pretendo fazer passar com isto é simples. Tivemos inúmeras oportunidades de com toda esta inovação tecnológica sermos um povo mais lúcido e culto e escolhemos quase sempre o caminho errado. Escolhemos as banalidades em vez do que realmente importava. Acredito que ainda podemos agarrar o comboio mas é bom que não seja muito tarde.
sábado, 15 de outubro de 2011
Compra que alguém paga
Nos últimos dias não me sai da cabeça esta ideia. Ao longo dos anos fomos Governados por iluminados que gastavam o que não tinham. Depois querem dar lições de moral ao AJJ...quem são eles para isso? A politica do gasta que depois alguém paga tem de acabar. Espero que acabe agora porém tenho receio do custo que pode vir a ter. Isto vai para além de ser um problema de mentalidades passadas, de uma ideia de inferioridade que o povo português tinha para o resto da Europa em que tínhamos de ser como eles. Agora a minha geração e as seguintes vão pagar o custo de querermos ser como os grandes da Europa. Agora as dividas contraídas por gerações anteriores a minha só para viverem bem vou ter de ser eu e outros, e os que vierem a seguir que vamos ter de pagar. Não sei como nem quando, não vejo esse dia nem num curto nem tão pouco a médio prazo. Tanto nos quiseram meter na cabeça que tínhamos de ser diferentes da Grécia que afinal parece que acabamos por ser iguais. Esta receita foi o inicio do fim da Grécia e será o inicio do fim de Portugal. Os velhos hipotecaram o meu país e deixaram um recado: "Pá, agora arranja aí isso que já não tenho tempo."
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
“Lembrar-me de que todos estaremos mortos em breve é a ferramenta mais importante que encontrei para me ajudar a fazer as grandes escolhas na vida” - Steve Jobs
Se agora vivemos num mundo ligado em rede e na Era da Informática muito devemos a um homem que hoje deixou o mundo, Steve Jobs.
Desde fundar a Apple, ser despedido da empresa que criou, regressar à empresa que criou e da qual foi despedido e fundar a Pixar penso que se torna possível de afirmar que Jobs representa o verdadeiro revolucionario. Conhecendo um pouco da sua vida, salta a vista de qualquer pessoa que este Homem, deparando-se com inumeras adversidades pela sua vida, nunca deixou de lutar por aquilo que queria, que sonhava, que acreditava.
Exemplos destes deveria estar o mundo cheio...deveria mas não está. Cada vez mais o ser humano trabalha para conseguir dinheiro rápido em vez de procurar alcançar os seus sonhos. Faltam metas ao comum dos mortais para que se supere a si próprio e sinta que cumpriu um papel enquanto esteve na Terra. A muita gente falta o empurrão que a Morte dá para que uma pessoa acorde da hibernação em que se encontra e procure encher os espaços vazios que tem na sua vida.
Obrigado Steve Jobs, obrigado pela Apple, pelo Mac, Iphone, Ipod, Ipad, que apesar de não apreciar, é perceptível que cada uma das invenções saídas do teu ICérebro tiveram alguma influência no mundo.
Cumpriste o teu papel no mundo, descansa em paz.
Desde fundar a Apple, ser despedido da empresa que criou, regressar à empresa que criou e da qual foi despedido e fundar a Pixar penso que se torna possível de afirmar que Jobs representa o verdadeiro revolucionario. Conhecendo um pouco da sua vida, salta a vista de qualquer pessoa que este Homem, deparando-se com inumeras adversidades pela sua vida, nunca deixou de lutar por aquilo que queria, que sonhava, que acreditava.
Exemplos destes deveria estar o mundo cheio...deveria mas não está. Cada vez mais o ser humano trabalha para conseguir dinheiro rápido em vez de procurar alcançar os seus sonhos. Faltam metas ao comum dos mortais para que se supere a si próprio e sinta que cumpriu um papel enquanto esteve na Terra. A muita gente falta o empurrão que a Morte dá para que uma pessoa acorde da hibernação em que se encontra e procure encher os espaços vazios que tem na sua vida.
Obrigado Steve Jobs, obrigado pela Apple, pelo Mac, Iphone, Ipod, Ipad, que apesar de não apreciar, é perceptível que cada uma das invenções saídas do teu ICérebro tiveram alguma influência no mundo.
Cumpriste o teu papel no mundo, descansa em paz.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
"Por qué no te callas?"
Campanha para legislativas na MadeiraJardim pede uma “sova” eleitoral ao Governo
Alberto João Jardim considera que a “campanha” contra a Madeira pretende esconder “as asneiras do PS e as asneiras deste Governo” e pediu “uma sova” aos políticos de Lisboa no próximo domingo, dia de eleições legislativas regionais. @publico.pt
Quando leio notícias destas penso que fui para na Twillight Zone. Um governante que omite divida, que faz obras que sabe que não pode pagar, vem para a praça pública enxovalhar as mais altas figuras do Estado e em plena campanha eleitoral para a sua reeleição pede que os eleitores Madeirenses dêem uma "sova" no Governo é de quem está com uma doença muito grave do foro mental ou então simplesmente não tem o Tico e o Teco a funcionar.
Primeiro: Acho que todos conhecem a peça e que estes rasgos de "genialidade" não surgiram agora. Parece que finalmente o MP vai abrir um inquérito ao que este senhor anda lá a fazer. Pelo que já veio a público, este inquérito vem tarde porque já se sabe que há anos que AJJ anda a esconder o que faz na Madeira. Por exemplo, cabe na cabeça de alguém que existam vias rápidas numa ilha tão grande como o distrito de Lisboa? Parece-me que a resposta é óbvia...
Segundo: Na minha opinião, tornou-se clara a necessidade de rever o estatuto das Regiões Autónomas. Admito que tenham uma liberdade que não têm os concelhos mas é necessária uma maior fiscalização ao que é gasto, ao que está a ser feito e qual o objectivo com que se gasta determinadas verbas. Deveria ter existido uma maior fiscalização e o Governo (do País) errou agora ao fazer a fiscalização das finanças da Madeira. Não porque já o deveria ter feito (isso é óbvio) mas porque pediu ao Governo Regional da Madeira os dados para serem analisados. Ora é necessário ter uma enorme confiança nos governantes madeirenses (vá se lá saber como é que ainda a têm) em que estes vão agir de boa fé e não vão repetir a "gracinha".
Terceiro: Se o senhor AJJ tivesse o minimo de ética e de moral na vida politica ou até mesmo vergonha como o comum dos cidadão tem, não se teria recandidatado depois de toda esta fantochada que armou naquele arquipélago, mas como temos um sistema legal que é capaz de nos prender por tudo e mais alguma coisa excepto por actos de corrupção ou ser formos políticos o mais provável é que este senhor vença de novo as eleições.
Uma última nota para a falta de pulso demonstrada pelo PR nesta situação. Deveria ter um discurso duro neste caso. Tão duro quanto o do prórprio AJJ mas sim descer tão baixo. Gostaria que cá, Cavaco Silva repeti-se a celebre frase do Rei Juan Carlos: "Por qué no te callas?"
domingo, 25 de setembro de 2011
Futebol clássico
Ontem, por motivos bem maiores que qualquer banal jogou de futebol não pude ver o Porto x Benfica. Fiquei contente com o seu resultado e por saber que os macacos do costume resolveram não transformar um jogo de futebol numa partida de golfe. No entanto hoje o meu Sporting voltou a brilhar. Voltou a mostrar uma magia e uma alegria a jogar futebol que não via à muito. Já não me lembrava da ultima vez que sorria durante um jogo sem ser com golos e hoje, ao contrário de tantos jogos passados sorria enquanto o Sporting construía jogadas e empolgava bancadas. Há muito que não ouvia o estádio de Alvalade a puxar tanto pela a equipa e a gritar "Sporting" de pulmões abertos. O futebol praticado hoje pelo Sporting voltou-me a conquistar e fez-me ficar completamente vidrado no jogo e o Vitória também tem uma quota parte de responsabilidade nisto. Foi a Alvalade, jogar um futebol positivo, um futebol de ataque e sempre em busca do golo. E isso é de louvar quando se tem a perfeita noção que uma equipa como o Vitória dificilmente consegue manter um ritmo de jogo alto durante os 90' minutos.
Neste jogo o Sporting provou que não parou no tempo e que começa a reconquistar o tempo perdido nos últimos anos. Jogadores como Elias, Capel, Ricky Van Wolfswinkel, Rinaudo...vieram trazer a uma equipa moribunda uma qualidade de jogou brilhante e um futebol que há muito tempo não se via no Sporting. Hoje é possível ver um jogo equilibrado, transições rápidas, jogadas inteligentes e individualidades a espalharem magia. O brilho do Sporting voltou a a minha alegria para acompanhar a equipa também.
domingo, 18 de setembro de 2011
Estarei a dormir?
Apenas ontem tive conhecimento do buraco financeiro da Madeira que afinal já não é um buraco, é antes uma cratera.
É uma vergonha tamanha omissão sendo igualmente grave o endividamento sucessivo para fazer "obras" para as quais não existe dinheiro.
Mas fico espantado com a hipocrisia dos partidos da AR e até com o próprio Governo quando se mostram na praça pública como umas virgens ofendidas. Alguém terá de lhes lembrar que fizeram o mesmo aqui no Continente e foi por isso que estamos a ser governados pelo FMI. E também o Banco de Portugal e o Tribunal de Contas deveriam lembrar-se que é seu trabalho fiscalizar as contas para não acontecer o que acabou por acontecer. A situação é grave sim, mas em Portugal existe sempre o dom de transformar qualquer discussão em que poderia resultar em algo para nos lembrarmos de não repetir mais tarde em mesquinhas guerras políticas. E em guerras políticas está o Presidente do Governo Regional da Madeira muito experimentado e vai virar toda esta onda de criticas de que é alvo a seu favor e irá acabar por ser eleito de novo em Outubro. Na minha opinião para que não estivesse uma pessoa 36 anos no poder deveria impor-se uma limitação de mandatos sucessivos até para bem da democracia. E também porque neste caso Jardim demonstra claras limitações mentais. Espero que em Outubro seja o fim de um ciclo na Madeira para bem de todo o País e faço figas que as consequências das fraudes descobertas não tenham consequências demasiado gravosas.
É uma vergonha tamanha omissão sendo igualmente grave o endividamento sucessivo para fazer "obras" para as quais não existe dinheiro.
Mas fico espantado com a hipocrisia dos partidos da AR e até com o próprio Governo quando se mostram na praça pública como umas virgens ofendidas. Alguém terá de lhes lembrar que fizeram o mesmo aqui no Continente e foi por isso que estamos a ser governados pelo FMI. E também o Banco de Portugal e o Tribunal de Contas deveriam lembrar-se que é seu trabalho fiscalizar as contas para não acontecer o que acabou por acontecer. A situação é grave sim, mas em Portugal existe sempre o dom de transformar qualquer discussão em que poderia resultar em algo para nos lembrarmos de não repetir mais tarde em mesquinhas guerras políticas. E em guerras políticas está o Presidente do Governo Regional da Madeira muito experimentado e vai virar toda esta onda de criticas de que é alvo a seu favor e irá acabar por ser eleito de novo em Outubro. Na minha opinião para que não estivesse uma pessoa 36 anos no poder deveria impor-se uma limitação de mandatos sucessivos até para bem da democracia. E também porque neste caso Jardim demonstra claras limitações mentais. Espero que em Outubro seja o fim de um ciclo na Madeira para bem de todo o País e faço figas que as consequências das fraudes descobertas não tenham consequências demasiado gravosas.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Geração do Nada
Engraçado como consegui transportar parte do nome do blogue para o título desta mensagem. Mas para o que pretendo transmitir tanto serve ter como nome a Geração do Nada ou a Geração de Tudo, o objectivo acaba por ser o mesmo. Ontem enquanto via o "5 para a Meia Noite" (dos melhores programas que se fizeram na televisão portuguesa em muitos anos), no segmento das entrevistas lá introduziram a conversa da crise e tocaram num ponto que já me tinha passado pela cabeça mas que a poucas pessoas o expus. Denominaram a minha/nossa geração de "Geração à Rasca" devido às dificuldades em encontrar emprego, ao emprego precário que se encontra e às más condições de trabalho. Para isto tenho uma palavra: Aguentem. O mundo evoluiu e com ele todas as condicionantes em redor do mercado de trabalho. O tempo do emprego de sonho e do emprego para a vida inteira acabou! Agora têm trabalho e se cá não o encontram na vossa área, mexam os cordelinhos e vão para um país que vos acolha e que necessite das vossas qualidades. Se não conseguirem arranjem um trabalho, algo que não seja da vossa área mas que vos ofereça uma vida condigna. Parece-me importante frisar este tema já gasto para o que pretendo realmente tratar. Este trabalho que consigam arranjar, torna-se na grande maioria dos casos, o objectivo no qual centra-mos esforços para irmos evoluindo, progredindo na carreira (talvez) e com isso ganhar um salário melhorzinho e consequentemente uma melhor qualidade de vida. Mas isto é um objectivo individual, de cada um de nós, e não duvido que cada um tenha o seu, seja ele melhor ou pior, conforme a mente de cada um. Parece-me é que falta algo, algo que as gerações anteriores à nossas tinham e que nós não temos. Em grande parte, não por culpa nossa mas por culpa de quem nos rege. Um Governo que não faz mais do que anunciar mais impostos ao país não é Governo, um Governo que não faz mais que preocupar-se com as Finanças não é Governo! Acredito que seja necessário toda esta preocupação em redor das Finanças do Estado que há muito estavam não degradadas mas putrefactas e que seja tempo também de por as pessoas a pagar um valor justo pelo que consomem, sejam bens ou serviços. Mas volto a frisar que as responsabilidades de um Governo não é apenas as Finanças.
Que é feito da Economia? Da Agricultura? Das Pescas? Da Industria? Que é feito da base da construção de um Estado? Podem-me dizer que não temos nada disto, que a agricultura, a pesca e a indústria estão nas ruas da amargura. Mas a verdade é que já tivemos. Nesse horrível tempo anterior ao 25 de Abril de 74 já tivemos isto tudo. A realidade de agora é que já pouco temos. Não ponho em causa a revolução nem quem a orquestrou mas a verdade é que não souberam manter o que de bom foi feito no nosso país nesses anos negros. E a verdade é que nesses anos negros, quando o descontentamento com o regime foi maior o povo português tinha um objectivo comum, tinha algo que pretendia alcançar e conseguiu-o. A nossa actual geração não tem. Os ricos estão bem ricos, os pobres pouca possibilidade têm de sair da pobreza e resignam-se à sua situação, e pelo meio os que não são ricos nem pobres levam com as balas todas para sustentar o nosso país. Já perceberam a referência ao título? Somos ao mesmo tempo a Geração dos que têm tudo e dos que nada têm...Somos uma geração resignada ao que nos vão impondo e é contra isso que um Governo devia lutar. Devia ter a responsabilidade de motivar todo um povo que se limita a ouvir e que não age nem reage. Deveria-mos agora, mais do que nunca, ter um Governo que incutisse no espírito das gerações mais jovens um objectivo comum, algo que se identifique com as pessoas e que acreditem que valha a pena lutar por isso.
A geração dos nossos avós lutou pela liberdade. Nós porque não temos objectivos? Porque não lutamos por algo?
Que é feito da Economia? Da Agricultura? Das Pescas? Da Industria? Que é feito da base da construção de um Estado? Podem-me dizer que não temos nada disto, que a agricultura, a pesca e a indústria estão nas ruas da amargura. Mas a verdade é que já tivemos. Nesse horrível tempo anterior ao 25 de Abril de 74 já tivemos isto tudo. A realidade de agora é que já pouco temos. Não ponho em causa a revolução nem quem a orquestrou mas a verdade é que não souberam manter o que de bom foi feito no nosso país nesses anos negros. E a verdade é que nesses anos negros, quando o descontentamento com o regime foi maior o povo português tinha um objectivo comum, tinha algo que pretendia alcançar e conseguiu-o. A nossa actual geração não tem. Os ricos estão bem ricos, os pobres pouca possibilidade têm de sair da pobreza e resignam-se à sua situação, e pelo meio os que não são ricos nem pobres levam com as balas todas para sustentar o nosso país. Já perceberam a referência ao título? Somos ao mesmo tempo a Geração dos que têm tudo e dos que nada têm...Somos uma geração resignada ao que nos vão impondo e é contra isso que um Governo devia lutar. Devia ter a responsabilidade de motivar todo um povo que se limita a ouvir e que não age nem reage. Deveria-mos agora, mais do que nunca, ter um Governo que incutisse no espírito das gerações mais jovens um objectivo comum, algo que se identifique com as pessoas e que acreditem que valha a pena lutar por isso.
A geração dos nossos avós lutou pela liberdade. Nós porque não temos objectivos? Porque não lutamos por algo?
Milésima Tentativa
Depois de diversas tentativas (falhadas por culpa própria), vou tentar aventurar-me no mundo dos blogues mais uma vez.
Procurando dar um pouco de atenção a tudo o que nos rodeia e sempre que tenha disponibilidade irei redigir aqui o que me vai na mente e da forma que achar mais apropriada.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

